Em Páscoa que se previa molhada, bastou uma hora e trinta e cinco minutos de voo para lhe trocarmos as voltas…rapidamente esquecemos o folar e passou a ser a Páscoa do bom tempo e da Paella!    Valência é mais do que a terra do arroz…é a 3ª maior cidade de Espanha com oferta para todos os gostos, para os amantes de praia, de história, de arquitectura e vida nocturna. E tudo o que tinhamos programado para fazer, fizemos!

Dia 1.

Chegados a uma sexta-feira santa ao hotel fomos informados, neste caso mal informados, de que tudo estaria fechado…ora bem, a cidade estava deserta, e por momentos acreditámos, mas depois pensámos… não, esta malta espanhola não vive sem os seus comes e bebes!

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Rumámos à praia e lá estavam todos na Avenida Neptuno, com o seu pézinho ora na areia ora nas tapas das esplanadas. E nós não nos fizemos rogados, afinal eram quatro da tarde e ainda não tinhamos almoçado… e paella em Valência era o ponto n.º 1 da lista!  Ok. Sobre a dita não vamos comentar… experimentem e depois digam-nos o que acharam… o arroz é diferente, redondo, e chama-se Bomba, é  bastante mais doce do que o que estávamos à espera e um pouco agarrado à sertã! KO. Soube-nos pela vida, porque a fome era muita e foi devorada a seguir a uns calamares e pollo com pimentos de entrada. Bebida oficial, corona para a menina e caña para o menino. Spot oficial, Gabbana Beach, fantástica esplanada frente ao mar, bom serviço e simpatia…bem escolhido! Dizem que as melhores são a da La Pepica ou a do Toni Montoliu, nós óptamos por esta.

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O resto da tarde foi passado em caminhadas pela calle marítima e a marina – passeio obrigatório na zona. Do jantar, já em Russafa, no centro, não reza a história. Valeu sim o final de noite e o brinde com a “cava” da praxe.

Dia 2.

Se na sexta-feira o metro foi o meio de transporte, no sábado decidimos andar a pé… afinal, debaixo de terra não se vê nada!   Um dia de Sol fantástico, manguinha curta e calçado confortável. Depois do pequeno almoço tomado no Cupcake Valência… lá nos aventurámos numa larga caminhada até à Cidade das Artes e das Ciências.

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O complexo arquitectónico, cultural e de entretenimento desenhado por Santiago Calatrava e Félix Candela é de facto um assombro e vale bem a visita.

. L’Hemisfèric – o olho
. O Museu das Ciências – o esqueleto
. L’Oceanogràfic – o maior aquário oceanográfico da Europa
. O Palácio das Artes Rainha Sofia – casa de ópera e apresentações de artes – a espinha de peixe
Só visto, se bem que as imagens dão uma boa ideia da grandiosidade dos espaço…o favorito? Sem dúvida o Palácio das Artes e a cerâmica branca e azul de Valência a fazer lembrar Gaudi.

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Depois dos pontos turísticos obrigatórios pudemos finalmente fazer o que mais gostamos, conhecer a cidade sem stress… de volta a pé para a cidade velha circundando todo o Jardim de Turía. É de invejar toda esta extensão de espaço que os valencianos têm para as actividades ao ar livre.

O almoço no Mercado Central foi de longe a nossa refeição favorita – Central Bar By Ricard Camarena – e foi tão simples quanto as famosas croquetas, um bocadillo vegetal – queijo fresco, pimento assado, rúcula e salsa romesco – e de sobremesa um flan com nata e nozes!… da apresentação ao sabor, tudo óptimo, nunca um bocadillo nos tinha sabido tão bem e muito menos vegetal. Tapas de autor com produtos frescos do mercado oriundos das hortas do vale do Túria.   La Ciutat Vella foi um regalo para passear cheia de história e movimento, mais ou menos o típico das cidades espanholas, mas ali é praça atrás de praça atrás de praça.

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Nas pausas para hidratar, orxata foi a bebida oficial…esta bebida feita a partir de um tubérculo ao inicio deixou-nos entre o céptico e o confuso, mas é óptima! Podeis beber sem medo! Para relembrar, sem dúvida a que tomámos no Mercado Colón…pelo espaço e pelo bem que nos soube depois de termos andado a bater perna nas lojas giríssimas da zona. Ufa… cansados…tivemos de recuperar um pouco ao final do dia porque à noite foi mais do mesmo… muita rua, muitas praças, muitas tapas!

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Na Orio 1,95€ por tapa, bom ambiente em mesas corridas, a contagem é feita pelos pauzinhos. Depois foi uma fritura de pescado num sítio onde não reza a história, embora a fritura estivesse boa e o Real Madrid a jogar na tv.  A sobremesa foi na famosa heladeria llinares… e percebemos porque é famosa, porque os gelados são bons e baratos!   E foi assim, durante toda a noite, passávamos nalgum sítio com bom ambiente e tapas com bom aspecto e entravamos e comíamos…pela Plaça Tossa e Plaça de Negrito, pelo Bairro Carmen. E se comíamos bem, bebíamos melhor… A última ref.ª da noite o cocktail Água de Valência (5,00€), mais uma tradição única da cidade e imperdível… e para repetir em casa, a base é a famosa cava, e depois leva sumo de laranja natural, vodka e gin… um coktail que parece inofensivo e é delicioso de beber!

Dia 3.

Dia da partida, e para a despedida uma orxata. Na mala trouxemos a sensação de ter estado noutra Espanha, há algo diferente nesta Valência tradicional e bairrista, e são diferentes também os seus valencianos. Portugal brindou-nos com muita chuva à chegada, o ideal para um final de tarde cinéfilo, em que o filme escolhido foi La Mala Educación de Pedro Almodóvar.

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Olé!

Informações:

Fuso horário: mais uma hora
Idioma: castelhano e valenciano
Viagem: avião Ryanair
Paella: 36€

1 Comentários

  1. […] de maçã ainda com o sabor do Gin, sabem tão bem… Enquanto bebíamos recordámos uma Páscoa que passámos em Valência, “nuestros hermanos” sabem apreciar o bom da vida e não brincam em serviço nesta que […]

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