E mais uma vez… o Bacalhau

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E mais uma vez o Bacalhau… desta vez aqui ao lado.

Mais precisamente no Jardim Oudinot, na Gafanha da Nazaré, onde todos os anos se organiza o Festival do Bacalhau…Tasquinhas, Comes e Bebes, Concertos, Exposições, Artesanato, Show Cooking…é tudo isso e muito mais. Aos anos que comparecemos, ainda o Festival era organizado no centro de Ílhavo, mas curiosamente há dois anos atrás tinhamos desistido…muita gente a tornar impossível comer alguma coisa.

Este ano, decidimos passar ao largo para tirar umas fotos e a sorte esteve do nosso lado…foi fácil arranjar onde jantar…dois lugares em mesa corrida, é mesmo assim, convive-se com quem janta ao nosso lado… neste caso no espaço do grupo de jovens A Tulha.
Para além da óptima organização e da mais-valia cultural, uma das coisas que mais valorizamos neste Festival é a aproximação das pessoas aos pratos de bacalhau mais tradicionais da nossa zona…e que, sabe-se lá porquê, muitos não conhecem ou nunca provaram.

Sob o n.º 32 n’A Tás ca da Tulha, ficámo-nos pelos bolos de bacalhau, as línguas de bacalhau fritas e a espetada de bacalhau… mas a oferta de petiscos é muito maior!

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Deixamos umas pequenas dicas, se para o próximo ano quiserem experimentar:

Chora de Bacalhau:

Teve origem numa sopa servida aos pescadores a bordo da frota bacalhoeira, era feita com arroz ou massa e caras de bacalhau;

Feijoada de Samos:

Chamam-lhe samos ou o bucho do bacalhau, mas é de facto a bexiga natatória do bacalhau, em feijoada é uma especialidade;

Linguas de Bacalhau:

Pequenos músculos que se retiram do vértice do maxilar inferior, são conhecidos em todo o mundo como a “língua”…. normalmente comem-se fritas, cozidas ou em massada;

Caras de Bacalhau:

Uma parte da cabeça do bacalhau, normalmente comem-se fritas ou cozidas com todos;

Punheta de Bacalhau:

Acepipe de bacalhau cru desfiado, preparado com cebola, alho, pimenta, azeite e vinagre.

A história gastronómica destes pequenos pitéus é simples… num bacalhau quase não há desperdícios, e porque o peixe era para vender os pescadores comiam o que tinha menos valor comercial… neste caso, as caras, as linguas e os samos de bacalhau, desenvolvendo assim estas receitas deliciosas!

E nós acabámos a noite em grande… com o fado de Ana Moura… ora aqui está uma harmonização perfeita entre gastronomia e música, não acham?

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