Villa Oeiras

DOC Carcavelos 10 Anos
17,5% Vol.

Aquele momento em que descobres que há ainda tantas pessoas e histórias fascinantes por conhecer, tantos vinhos pelos quais te apaixonares…só neste nosso Portugal, estamos por isso ainda pouco preparados para “viajar”…

Encantam-nos projectos de amor, de tradição e histórias do vinho. Recentemente foi a vez de conhecermos a longa tradição do generoso de Carcavelos.

Uma das 4 regiões demarcadas de vinhos generosos em Portugal (para além do Porto, Madeira e Moscatel de Setúbal) e a mais pequena região demarcada em Portugal. A sua extinção parecia eminente, não fosse a decisão da autarquia de Oeiras em apostar na sua revitalização. São poucos os hectares de vinha que sobreviveram à pressão urbanística, das velhas quintas da região quase todas desapareceram e as que mantêm vinhas já não engarrafam.

Foi o Marquês de Pombal que, no século XIV, tornou famoso e protegeu o vinho de Carcavelos.

Produzido na sua Quinta de Oeiras e enviado a cortes da época como presente, chegou mesmo a ser exportado. O Duque de Wellington, aquando da sua estadia em Portugal em princípios do século XIX, levou consigo a excelência do Vinho de Carcavelos, tendo também um papel relevante na sua internacionalização. Na adega do Palácio do Marquês de Pombal, em Oeiras, repousam relíquias, o espólio da casa em cascos de castanheiro e carvalho. A nova marca do vinho de Carcavelos, o Carcavelos Villa Oeiras, é assim o último sobrevivente da longa tradição deste generoso. Uma aposta da Câmara Municipal de Oeiras, que gere 12,5 hectares de vinha, num projecto que pretende sobretudo a recuperação patrimonial. As receitas e lucros terão como destino o reinvestimento no sector do vinho.

Feito com as castas Arinto, Galego Dourado e Ratinho e envelhecido durante uma década, o Carcavelos Villa Oeiras é na prova doce, mas equilibrado e fresco, influenciado pelo clima atlântico e sua brisa marítima. Tem um estágio mínimo de dez anos, dois anos em barrica de carvalho francês e oito anos em garrafa. Curiosamente, é produzido com adição de aguardente vínica da A.C. Lourinhã.

O cenário para este encontro com a História foi o Casino da Figueira da Foz, na sua edição de 2014 dos Vinhos, Aromas e Sabores, com o apoio da Revista Paixão pelo Vinho ( evento que divulgámos no facebook para os que quisessem participar ). Um jantar vínico da Região de Lisboa que para além do privilégio de ser orientado por Vasco Avillez, presidente da CVR Lisboa, finalizou assim com este Carcavelos Villa Oeiras. A acompanhar uma sobremesa inspirada num ioiô, um brinquedo que também já parece do outro século…!

Ir ao Casino tem sempre um certo “allure“… e o da Figueira da Foz faz parte da história da cidade e das suas gentes. Gostamos deste ambiente que aqui se vive cheio de charme e cosmopolita, temos de voltar mais vezes! Blackjack!

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INFORMAÇÃO TÉCNICA:

Notas de Prova
Cor: dourada suave, límpida e brilhante
Aroma: tosta, bouquet floral, alguma casca de laranja, frutos secos, mel e especiarias
Sabor: doçura equilibrada, compensada por uma boa acidez que lhe dá muita frescura, bom volume, ligeira salinidade
Final de Prova: persistente

Castas
Arinto, Galego Dourada e Ratinho

Produtor
Município de Oeiras

www.cm-oeiras.pt

Preço: 25€ 
@Loja Oeiras

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